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Quero já: entendendo a loucura Lanvin + H&M

Wednesday, November 24th, 2010

Você, beecha pobrinha, que parcela cruzeiro em dez vezes no Visa pra passar quatro dias de felicidade na vida, deve estar assistindo essa proliferação de odes à coleção Lanivn pra H&M e pensando “OIQ?”.

Então a gente, que é solidária com quem tem menos condiçoe$h, resolveu fazer um post pra te explicar que que é que se passa nesse mundo de gente doida:

O que é a Lanvin?

A Lanvin é uma casa francesa de alta costura, fundada por Jeanne Lanvin em 1909. São conhecidos por curtir um drapeadinho básico nas cocotas phynas que usam suas peças. Ultimamente, têm investido bastante em formas arquitetônicas.

O que é H&M?

H&M significa Hennes & Mauritz AB e é o nome de uma fastfashion nascida na Suíça e espalhada pela Europa. Quase uma C&A, se for pensar em estilo, qualidade e preços. Só que em vez de fazer coleções em parceria com a Fergie e a Beyoncé, a H&M curte mais trabalhar com designers renomados.

E o que é essa parceria?

Essa parceria é assim: roupa djy griphy sendo vendida nas araras de uma fast fashion. Feliz? Eu também fico quando vejo esses vestidos volumosos lindos de morrer. O one shoulder amarelo e o sapato de lacinho que abre esse post, por exemplo, me ligam todo dia querendo ser meus.

Então funciona exatamente da mesma forma que as pocket colections que estamos conhecendo por aqui na C&A e Riachuello: um designer convidado desenha uma mini coleção para ser fabricada e vendida de forma mais popular.O apelo comercial acontece porque é uma possibilidade de possuir uma peça de grife pagando pelo precinho de fast fashion – o que parece ser grande vantagem.

Agora pensem que se já assistimos uma mini loucurinha com a coleção Osklen pra Riachuello, o que esperar da Lanvin na H&M, considerando que os europeus já têm mesmo a cultura de dormir em filas para comprar essas pocket colections?

Por acontecimentos como o visto no video acima que as lojas do tipo tem investido em organização na hora de vender essas coleções: pessoas dormindo em filas, senhas distribuidas, entradas em grupo, regras de compras pra ninguém levar vinte vestidos iguais…

As fashionistas que participam desses eventos de compra enlouquecida costumam se divertir. Outras costumam criticar defendendo que um H&M jamais será Lanvin. Glorinha Kalil já deu uma olhada no olho da coleção e testemunhou que a finesse não é tanta.

Eu pessoalmente não vejo ponto em comprar nesse tipo de evento: considerando que as pessoas curtem comprar roupa de grife por ser sinônimo de exclusividade, não me parece muito glamouroso ter um Lanvin e encontrar vinte pessoas com o mesmo vestido na balada. E, pelo número de fashionistas brasileiras loconas vendendo a mãe pelo vestido de tule da coleção, acho provável que tenhamos que aturar o bendito em muitas fotos Momento Ego esse mês.

E vocês, o que acham desse bafafá?