Base boa é base que arranca comentários do tipo “nossa, que pele linda e de gente rica você tem!”, não “nossa, a cobertura dessa base é boa, hein?” Isso porque a função da base é uniformizar o tom da pele e cobrir uma marquinha ou outra, deixando você com cara de quem come direito, dorme bem e tem hábitos saudáveis – ou seja, ela não deve dar pinta de que está confortavelmente instalada na sua cútis.
E todo mundo que tem uma base na nécessaire sabe o martírio que é encontrar uma base que se preze. Dois problemas: o primeiro é a qualidade do produto. Quem não tem uma história horripilante sobre uma base que ficou linda na pele da amiga e na sua foi um festival de espinhas, ressecamento e desgraças que atire a primeira pedra. Além disso, as peles não são iguais. Nem sempre a base que funciona para a colega de pele seca vai funcionar para a cocota de pele oleosa.
Problema número dois: a cor. Se peles não são iguais, cor de peles nem se fala. E considerem que moramos no Brasil, terra do samba do crioulo doido no quesito misturas étnicas. De forma geral, as maquiagens nacionais são mais amareladas e eu, do alto da minha pele rosinha de porquinho Baby, ainda não encontrei uma marca brasileira que me faça feliz.
Nesse momento, a gente se ajoelha e agradece a Santa Cher pela MAC. Quer dizer, a marca tem 33 cores diferentes de base (sim, me dei ao trabalho de contar, sou bonita?), uma delas há de servir para você – ou até duas, como a Débora há de relatar em breve.
Curso rápido sobre as cores da MAC: o nome de cada cor é uma combinação de letras e números (por exemplo NC35, NW15). As cores variam entre 15 (muito pálida) e 55 (muito escura). O C, NC, N, NW e W distinguem diferentes tons de pele. Assim:
C – “cool” – para peles mais douradas
NC – “neutral cool” – para peles douradas, mas mais beges
N – “neutral” – para peles beges
NW – “neutral warm” – para peles rosadas com um pé ainda no bege
W – “warm” – peles rosadas
Para saber que é sua cor correta, o primeiro passo é observar sua pele (sem maquiagem, é evidente) sob iluminação natural, durante o dia. Se ela é mais amarelada, vá de NC. Se ela é bege, sem pender pro rosadinho ou pro douradinho, comece a investigação pelas bases “N”. Se ela é rosinha, se abrace com “NW”.
“Mas isso não tá ao contrário, amygha? Quer dizer, tons rosados não são ‘cool’ (‘frios’, não ‘legais’, amiga poliglota) e tons amarelados não são ‘warm’ (‘quentes’)?” Esqueça a lógica das aulas de educação artística da sétima série. No mundo da MAC as coisas não funcionam assim. Isso porque o sistema de nomeação de cores da marca vem da roda de cores para maquiagem, que roda para o lado contrário (oiq?).
Pensem assim: cada cor de base da MAC sendo batizada com o tom quente ou frio que vai neutralizar e equilibrar o tom da sua pele. Porém todavia entretanto nem todo tom de pele precisa ser neutralizado, ó pá! Eu sou o supracitado porquinho cor de rosa e meu tom é o NW20. Quando a Débora foi testar o Studio Fix, dois tons – um NC e um NW – deram certo na pele dela, mas o NW a deixou com cara de saúde. Ou seja, para ela a lógica da nomeação das bases funcionou.
“Ih, cacilds, eu olhei minha pele embaixo do sol do meio dia sob a linha do Equador e acho que eu sou pura e simplesmente bege!” Dica para a vida toda: arregace as mangas e espie seu bracinho. Veias azuis? Provavelmente você é mais rosinha. Veias verdes? Garota dourada. Não ajudou? Pede ajuda pros atendentes da loja física da MAC que eles desvendam esse mistério.
“Que mané ir na loja o quê, sua loca. Vou encomendar o meu Studio Fix pra tia da vizinha da amiga do meu namorado, que mora na gringa.” Vai lá, então. Duvide-o-dó que você vai estar com a cor certa. Colega, acredite: você quer testar a base antes de comprar, mesmo que isso signifique fazer a cena do “só estou olhando…” e sair da loja com trinta cores de base no rosto até chegar à cor certa para você.
Falemos então da Studio Fix, minha primeira base da MAC. Quer dizer, base pero no mucho: ela faz as vezes de base e pó. Aplicada com a esponjinha que vem na embalagem ela cobre muito bem o rosto, mas há quem diga que fica com cara de argamassa. Para mim dá certo. Também dá para aplicar com pincel (duo fiber, de preferência), a cobertura fica mais leve mas igualmente rica. Isso vale também para quando a Studio Fix vai depois da base fazendo bico de pó – e eu devo dizer que o efeito de uma boa base aplicada com duo fiber + pinceladas de Studio Fix por cima deixam a pele impecável.
Ela atende os pré-requisitos da base “nossa que pele linda.” Acompanhem, e desde já me desculpo pelo que vocês estão prestes a ver.
Sim, esta sou eu, descabelada, com cara de louca, olheiras gigantescas, tirando foto no banheiro porque eu sou classe média pride. E eu sei que não sou fotogênica e minhas fotos metem medo em criancinhas. Resumindo, uma foto triste :’(
E essa sou eu, apresentável e sadia após passar o Studio Fix com duo fiber.
Finalmente, com cara de pessoa que dorme 8h por dia. Essa é a minha maquiagem de dia a dia: Studio Fix + corretivo nas olheiras + blush + rímel. E com cara de “eu como velhinhos no jantar”, é claro.
Querem mais uma prova de que essa é a base mais leve do mundo? Na primeira vez em que usei a base, testei antes de sair para o trabalho, lá pelas 13h. Às 20h perguntei para a Débora o que ela achava da base e ela respondeu “que base? Não tem nada aí.” Acho legal que minhas amigas acreditem que a minha pele é bonita assim naturalmente.
Resumindo, rezo toda noite para que toda cocota possa ter um Studio Fix pra chamar de seu. Amém.









