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#comofas: amarrando a canga como uma carioca

Tuesday, February 22nd, 2011

No último fim de semana, entre estresses de aluguel de apartamento, compra de móveis e utensílios domésticos, decisões de decoração e chá de panela, o bofe resolveu que mereciamos um tempinho de descanso e me levou pra conhecer as terras cariocas. Foram passeios no bondinho, fotos clichê no Cristo e embasbacamento no forte do Niterói inesquecíveis.

A dado momento, não nos aguentamos: catamos o frango, a farofa e rumamos a praia de Copacabana. Afinal, tem coisa mais failmylife do que visitar o Rio de Janeiro e não poder dizer pro mundo que estava em Copa-CO-Copacabana? Fora que, sem Copacabana, eu jamais teria essa foto sensacional:

PORQUE EU SOU RYCAH

E também não teria minha canga mais linda do universo.

Essa não é a minha, mas a minha é essa, capito?

Como boa TURISTONA que sou, comprei souvenirs por dez vezes o preço de produção no Corcovado e uma famigerada “Canga com estampas da internacionalmente famosa calçada do Rio de Janeiro, projetada pelo gênio Oscar Niemeyer em um momento de inspiração nas curvas perfeitas da mulher carioca, aliás o Niemeyer mora naquele apartamento ali ó, dá tchauzinho, gaucha” (segundo palavras do próprio vendedor).

Quando eu vi a canga a venda falei pra minha sogra (é, viajamos com sogra) que era o objeto mais lindo de todos os tempos da última semana e que eu PRECISAVA COMPRAR. Ela me respondeu que a canga era bonita mas tinha visto uma mulher com o vestidinho de mesma estampa que era mais charmoso.

Então perguntei ao vendedor e melhor amigo do internacionalmente conhecido arquiteto Oscar Niemeyer se ele não tinha um vestidinho do calçadão. Foi quando a mágica aconteceu diante de meus olhinhos e minha canga se transformou em um vestidinho nas mãos do “estilista vestindo a modelo ao vivo aqui no calçadão, tira uma foto artística dela aí, simpatia” (palavras do vendedor novamente).

Foto artística do casal com relevo rochoso carioca compondo a cena

Olha, cariocas, podem rir porque isso é feijão com arroz pra vocês, mas eu sou curitibana e achei tudo mágico. Só minha cor do pecado nas pernas já resume o quão entendida em praia eu sou – então imaginem o know how sobre amarrações de canga.

Logo, resolvi estudar essa ciência mítica com objetivo de dominar arte do amarrismo cangótico. Descobri que esse pedaço de pano pode se transformar num vestido, numa saia, numa frente única…gente, é como se o MacGyver criasse uma peça do vestuário feminino!

Separei todas as referências que achei bonitinhas pra monter um #comofas bem bonito pras amigas que precisam de assistência cangal assim como moi. Como não entendo pantalhufas de cangas e praia, o texto é adaptação de várias dicas reunidas. Fiquemos com a sabedoria de quem já mostrou o caminho das pedras de petit pave. Vem comeeego:

Vestido de Frente Única – Sugestão do Blog Consultoria da Natura

Acho que essa é a mais básica de todas. Tenho impressão que fica boa só com cangas de tecido fino, mas nunca se sabe. É tão fácil que até uma pata como eu realiza:

Com as duas tiras da canga dispostas nas laterais, de forma que a largura da canga seja maior que o comprimento, passe a canga por trás do corpo, cruzando as duas pontas de cima na frente. Amarre as duas alças de cima em volta do pescoço.

Passo a passo do ombro sóSugestão do M de Mulher

Achei que essa tem a cara da riqueza. Veja bem, não parece uma canga que você usaria em Dubai enquanto seu marido milionário compra diamantes para você? Bom, pra mim é o que parece. Enquanto não trabalhamos com Dubai, marido rico ou diamantes, as areias de Guaratuba me aguardam para me ver desfilar assim.

1. Mantenha um dos lados da canga junto à lateral do corpo. Segure uma ponta em cima do ombro e passe a outra por baixo do braço.
2. Dê uma volta e meia em torno do corpo, deixando o tecido bem esticado.
3. Una as duas pontas com um nó sobre o ombro.

Passo a passo do tomara que caiaSugestão do M de Mulher
1. Coloque a canga atrás do corpo e passe as pontas pela frente do busto.
2. Torça as duas pontas e faça um nó entre os seios.
3. Finalize ajustando o tecido no busto.

Canga como Saia – sugestão da Contigo

Essa me parece uma sugestão segura. Não é a mais linda, mas tem seu quê de emperuamento. A curvinha lateral da uma diminuida na prateleira de borracharia que se tornou minha companheira nos últimos meses.

E, por último, a coisa mais sensacional da vida:

Bolsa Furoshiki – sugestão do Melhor Amiga

Gente, isso é uma bolsa. Uma bolsa. Fora o nome japonês (jamais achei que os japoneses criassem tecnologia praiana), a coisa é toda bem latina. Aprende aí a fazer e arrasa na praia, gathan:

Não é genial? Olha, já to arrependida de não ter comprado a canga com estampas de fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim que ia ficar linda como bolsa, mas acho que é um gesto providencial pra restar um souvenir baiano pro futuro.

Por fim, abro a caixa de comentários e o coração para vocês tirarem sarro da minha cara por não saber lidar com uma canga (Curitiba, essa Europa brasileira, formou meu caráter) mas peço humildemente que surjam também felizes sugestões sobre como usar essa peça veranesca.

Quem sabe um dia eu saio de canga/vestido causando frisson pelas calçadas curitibanas. Se alguém me ver no meio da neblina, quédizê.