5 razões por que deixar as dietas milagre

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Tentar compensar os excessos de comida com um ajuste é um erro. Temos que nos voltar para o que deve ser o normal na hora de comer, porque, embora não se possa falar de uma dieta ou de menu perfeito, sim, devemos ter em mente que uma dieta saudável é uma dieta com alimentos frescos de origem vegetal e com menos de origem animal, com poucos alimentos processados e praticamente nenhum ultraprocesados (casos pontuais), com um teor reduzido de sal, açúcar e gorduras saturadas (exceto as de alguns lácteos inteiros, como o iogurte).


Desta forma, “monitoraremos o nosso peso e cuidaremos de nossa saúde“, ressalta, em uma entrevista com Infosalus o doutor Ramón de Cangas, dietista, nutricionista do Comitê Assessor do Conselho regional de Nutricionistas-Nutricionistas.


Por isso, rejeita-se a pôr em marcha as conhecidas como dietas milagre (Atkins, Dukan, dieta baseada na enzima prodigiosa, dieta da sopa queima gordura, dieta da alcachofra, fator 5, obtida a partir da biorresonancia, ou as dietas détox entre outras).


O QUE SE CONSIDERA UMA DIETA MILAGROSA


De acordo com um documento de consenso do ano de 2012 do então denominado Grupo de Revisão, Estudo e Posicionamento da Associação Portuguesa de Nutricionistas-Nutricionistas, as características das dietas e métodos fraudulentos são, entre outros:


“Prometem resultados rápidos, surpreendentes ou mágicos; proíbem o consumo de um alimento ou grupo de alimentos; contêm afirmações que contradizem a coletivos de saúde de reputação reconhecida; incluem relatos, histórias ou histórias, sem documentar, para dar credibilidade; se podem auto-administrar ou implementar, sem a participação de profissionais de saúde qualificados; contêm listas de alimentos bons e maus; exageram ou distorcem a realidade científica de um nutriente ou de um alimento; incluem ou são baseados no consumo de preparados que vende quem promove o tratamento dietético; garantem os resultados, ou prometem devolver o seu dinheiro se não funciona”, detalha o especialista.


Assim, o nutricionista-nutricionista lista 5 das principais razões por que não aderir a uma dieta milagrosa:


1. Podem instaurar alguns hábitos nutricionais longe do saudável, que mantidos em tempo, podem causar problemas. Além disso, a curto prazo, algumas também podem causar danos ao nosso organismo.


2. O conhecido efeito rebote ocorre em muitas dessas dietas, porque provocam uma perda de glicogênio muscular e hepático, e de água intracelular associada ( por série grama de glicogênio há 2,7 gramas de água corporal), e a comer normal, se recupera rapidamente.


3. “Além disso, se são mantidas no tempoou podem causar uma perda de massa muscular que reduz um pouco o metabolismo basal ( embora seja verdade que a contribuição do músculo ao metabolismo basal não é tão grande como se pensava, quando a diferença em relação a outros tecidos)”, apostila.


4. Podem causar perda de massa muscular, perda de densidade óssea, aumento do risco cardiovascular e metabólico, entre outros fatores.


5.Inclusive, algumas mantidas no tempo podem aumentar o risco de contrair alguns tipos de cancro.


DICAS PARA UMA DIETA SAUDÁVEL


Finalmente, o doutor Ramón de Cangas lembre-se que uma dieta saudável, não guarda relação com um elenco exato e específico de percentuais de macronutrientes, mas com o tipo de alimentos ingeridos.


Por isso, ressalta-se que, para garantir um cardápio saudável para toda a família deve pensar que nele devem sempre priorizar os alimentos de origem vegetal, com uma alta presença de verduras e legumes frescos, frutas frescas e outros alimentos como cereais de grão inteiro, legumes ou frutos secos, por exemplo.


Além disso, indica que o peixe (branco e azul), as carnes (frango, peru ou coelho, limitando as carnes vermelhas e limitando ainda mais as carnes processadas), e os ovos fazem parte de um cardápio saudável, mas deve-se ter em conta que não devemos consumir rações desmedidas.


Não se trata de consumir peito de frango com dois cogumelos, mas uma porção generosa de legumes e produtos hortícolas, e uma ração mais moderada, o que muitas vezes comemos, o alimento proteico“, explica o especialista.


Por outro lado, aponta que os produtos lácteos (especialmente o iogurte inteiro não açucarado, tal como indicam as últimas evidências científicas), também fazem parte de um cardápio saudável. Como fonte de gordura, o óleo de oliva.


“Não há que esquecer a forma de cozido também importa, por isso, escolher as técnicas simples, como papillote, vapor, cozidos, forno é preferível a outras como fritos ou empanados. Se consumimos todos estes grupos de alimentos com a frequência e os tamanhos de ração recomendados estaremos cobrindo muito provavelmente todas as nossas necessidades nutricionais e reduzindo o risco de doenças crônicas”, observa.